9.2.14

Governo de Wenceslau Brás

Por Emerson Santiago


Wenceslau Brás Pereira Gomes exerceu o sétimo período de governo republicano, de 15/11/1914 a 15/11/1918. Advogado, nasceu na cidade de São Caetano da Vargem Grande, hoje Brasópolis, Minas Gerais. Foi eleito vice-presidente em 1910, na chapa de Hermes da Fonseca, e por meio de eleição direta, assumiu a presidência da República em 1914. Seu vice-presidente foi Urbano Santos da Costa Araújo, maranhense de Guimarães, que ocupou o posto de seu titular entre 08/09/1917 e 08/10/1917, durante o afastamento de Wenceslau Braz para tratamento de saúde.



Destacavam-se entre seus ministros, o das relações exteriores, o catarinense Lauro Müller (sucessor do falecido barão do Rio Branco na chefia do ministério, desde o governo anterior de Hermes da Fonseca) e o carioca Pandiá Calógeras, responsável pelos ministérios da agricultura e da fazenda em períodos distintos.

O primeiro ano de seu governo foi marcado pela intervenção no conflito do Contestado. No campo econômico, Wenceslau Brás adotou uma austera política financeira para enfrentar a redução das exportações ocorrida com a Primeira Guerra Mundial. O governo queimaria três milhões de sacas de café estocadas, o que provocou a segunda valorização do café, entre 1917 e 1920.

No dia 1º de janeiro de 1916 entra em vigor o primeiro Código Civil Brasileiro. Já o ano de 1917 traz uma série de greves gerais que varrem as principais cidades do país, com destaque para São Paulo e para a capital, Rio de Janeiro. Cerca de 50 mil trabalhadores cruzaram os braços somente em São Paulo, o que fez o governo mobilizar tropas e enviar dois navios de guerra para o porto de Santos. Apesar do pioneirismo destes movimentos, estas sucessivas greves, ocorridas entre os anos de 1917 e 1920, não trouxeram ganhos significativos para a classe trabalhadora.

Além das greves, 1917 fica marcado pelo torpedeamento do navio Paraná, a 3 de abril, obra de submarinos alemães, que estava próximo à costa francesa. A reação do governo brasileiro foi confiscar todos os navios alemães ancorados em portos brasileiros. Quando os alemães afundaram o navio brasileiro Macau, Wenceslau Brás assina, a 27 de outubro desse mesmo ano, a declaração de estado de guerra contra a Alemanha, à qual seguiu uma série de manifestações antigermânicas por todo o país.

Entre outubro e novembro de seu último ano do governo, o Brasil sofre com a chamada gripe espanhola, responsável pela morte de milhares de vítimas, principalmente na cidade do Rio de Janeiro. Após completar seu mandato, recolheu-se a Itajubá, MG, como presidente vitalício de um grupo de empresas de âmbito regional, ali falecendo, a 15 de maio de 1966.
Antecessor: Nilo Peçanha
Sucessor: Urbano Santos da Costa Araújo (interino); Delfim Moreira

Bibliografia:
Wenceslau Braz Pereira Gomes. Disponível em: < http://www.biblioteca.presidencia.gov.br/ex-presidentes/wenceslau-braz/nome-do-presidente >.

Fonte: http://www.infoescola.com/historia-do-brasil/governo-de-venceslau-bras/
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